ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO DE ARRANJOS PRODUTIVOS DE PEQUENOS PRODUTORES DE BASE MINERAL
Novembro/2004 a Junho/2006 [ Outros Cases ]

A constante busca de técnicas mais inovadoras e de melhor qualidade para o gerenciamento dos impactos ambientais pautou o Projeto “Técnica de Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE de Arranjos Produtivos de Pequenos Produtores de base Mineral”, desenvolvido em parceria com o Governo Federal. Nele, a Brandt demonstra que uma boa metodologia garante qualidade e segurança em planejamento e desenvolvimento sustentável e se aplica a diferentes regiões.

Desenvolvendo novas técnicas

Por serem áreas onde o meio ambiente estava se degradando, Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás em Goiás; Guararema, Santa Isabel na Região Metropolitana de São Paulo; Salto do Jacuí, Estrela Velha, Júlio de Castilhos no Rio Grande do Sul, foram escolhidas como áreas piloto do Projeto, desenvolvido entre novembro de 2004 e junho de 2006.

O projeto, coordenado pela Fundação Alexander Brandt (FABrandt), contou com uma equipe de estudantes das próprias regiões escolhidas, convocados pelo Governo Federal e selecionados pelo MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), que passaram por treinamento na sede da FABrandt em Belo Horizonte, para aprenderem sobre as técnicas posteriormente utilizadas em campo. A partir desse treinamento, o coordenador dirigiu-se a cada região para dar início às práticas.

Os mapeamentos feitos em Minas Gerais, com base de imagens de satélites na escala 1:10.000, foram compatibilizados em campo para diagnóstico de cada região nos meios físico, biótico e antrópico – o que permite compreender os aspectos ecológicos das paisagens mapeadas, que podem assim ser geridas a partir das diretrizes de desenvolvimento descritas.

“Foi um desafio para a Brandt, porque foram analisadas ao mesmo tempo três regiões distintas. Provamos que é possível mapear e comparar diversas áreas, utilizando uma metodologia padrão”, disse Marcus Weber, engenheiro florestal, analista ambiental e coordenador do projeto.

O trabalho define também diretrizes de melhorias em favor das questões sociais e ambientais, além de ser mais detalhado é de fácil compreensão para um cidadão comum. E essa técnica diferenciada, padronizada e que se mostrou eficaz, resultou em um trabalho surpreendente. “Somos capazes de comparar a região sul com a região norte do país”, afirma Weber.

Como resultado do contrato entre o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Fundação Alexander Brandt, o relatório apresenta mapas de zoneamento econômico-ecológico voltados para planejamento regional, com diagnósticos que se tornaram uma ferramenta de enorme utilidade, atingindo principalmente garimpos e pequenos mineradores.

Na medida em que os trabalhos forem utilizados na prática, os benefícios de planejamento serão almejados para implementação das APL´s (Arranjo Produtivo Local) e inclusão social, como em Goiás, onde as APL’s já estão em planejamento, em função dos mapeamentos feitos neste projeto.

Na avaliação de Weber, o investimento é baixo e acessível a administrações municipais: “diagnósticos com bons mapas descrevem quais as melhores atividades para cada região”.

NOTICÍAS

Novas deliberações COPAM – Fique atento às mudanças

A BRANDT participou da reunião promovida no final de março pelo COPAM com empreendedores da área de mineração, para esclarecimentos sobre as Deliberações Normativas nº 144 e 145, de 18 de Dezembro de 2009.

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